domingo, 11 de abril de 2010

Poder da propaganda

Foi num almoço de domingo.
Adoro cozinhar. Comidinha simples.
Tudo pronto, sentamos à mesa.
Após a primeira garfada,
entre um longo "hum" e a próxima porção,
meu filho perguntou: mamãe, você usou Sazon?
E, antes que eu pudesse responder,
ele mesmo comentou: nem precisa, né? Você faz sempre com amor.

sábado, 10 de abril de 2010

Nobre gari

Corre e corre,
sobe e desce,
entra e sai.
Um cesto aqui,
outro ali.
Cada vassoura, um sorriso.
Mesmo horário,
mesma alegria,
mesma energia.
É aquele que vai,
todos os dias, por ruas e ruas,
no mesmo entra e sai.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A minha fé

Conversando com um amigo, falamos de fé.

A minha é no amor.
Amor que cria, que me criou.

"Ele" é amor, é essência, é vida.
É proximidade.

Essa é a minha fé:
que existe alguém que cuida de mim, que cuida dos meus,
que cuida dos tantos que não são meus,
que está perto, que anda junto,
que alimenta, abraça, chora e ri,
que me ouve e me fala.

Sem rodeios, sem meios-termos, com intimidade.

domingo, 4 de abril de 2010

[...]

Um ponto.
Um Conto.
Um Conto que conto.
Conto? Que Conto?
Um Conto de encontro.
De ponto em ponto
Eu conto esse Conto.
Que começou com três pontos [...]
E segue sem ponto [.]
Um Conto sem ponto.
Só um Conto de encontro.
Ponto. Ponto. Ponto.

sábado, 3 de abril de 2010

Nuvens

O dia amanheceu calmo, não claro.
Ao longe, percebia um lindo azul, entre as nuvens que, insistentes,
apareciam mais do que ele.
Brigonas. São fortes. São densas.
Sobressaem mesmo.
E o azul, de tímido, sumiu.

A tarde caiu e o cinza se firmou.
De tão densas - tensas, eu diria - esboçaram emoção.
Armaram-se. Quase choraram.
Pararam. Deram corpo ao céu, hoje, nada estrelado.

A noite chega. Cinza, não negra.
A lua, seguramente, perderá seu espaço.
Estrelas, só amanhã.

Num dia sem cor, sem brilho lá fora, escrevo às nuvens, estrelas, por ora:
"Desarmem-se, chorem, lavem as almas! As suas e as nossas".

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Pai

Sempre digo que a gente só sente saudade de coisa boa.
Então, é isso.
Sinto muita saudade de você, minha coisa boa!

terça-feira, 30 de março de 2010

À Maria Ângela Galvão

Nascida pernambucana.
Crescida Brasil afora.
Vivida.
Descontraída.

Sei tão pouco. Conheço tão muito.

Sorriso aberto, sincero, seu.
Sotaque arretado, desperta emoções.

De muitas palavras, de muitas ideias.
Vivaz, contagiante.
Forte, forte.
Sabe lá de onde vem tanta força. Talvez das andanças. Ou força de fé.

Amiga, querida.
Faz falta ao meu lado. Só fisicamente.
Me trouxe pra perto.
E te tenho perto.

Maria, amada.
Te tenho respeito.
Te tenho carinho. Te tenho na alma.