segunda-feira, 28 de junho de 2010

28

Não acredito em numerologia.
Mas, fato é que o dia 28 se tornou uma expressão em minha vida.
Há 10 anos.
Em 28 de junho de 2000, dei à luz um menino lindo, abençoado.
Seis anos e meio depois, em 28 de dezembro, veio ao mundo minha sobrinha linda, dos cachinhos de ouro.
Naquele triste 28 de fevereiro de 2009, deixou-me meu pai, amor, eterno amor.
E o ano ainda reservou mais uma perda. 28 de outubro, foi a vez do meu avô descansar em paz.
A alegria revive neste 28 de junho de 2010: nasce meu sobrinho, 10 anos depois, mais um príncipe na família.
Assim é a expectativa desse dia. Alternância de sentimentos, chegadas e partidas.

28 também permeia minha história de amor.
28 é entre 26 e 30, entre o meu nascimento e o seu, entre mim e você.
Número que nos une, sempre com um abraço, seja por que motivo for.
28 é uma surpresa, um frio no peito, um amor, uma dor.
Mas, sempre que é dor, é dor de amor.
28.
É 2. É 8. É 10. É 1.
E 1 é início. Começar e recomeçar a contar.
Contar o tempo diferente, a vida diferente.
Outro 28 vai chegar. Quero você lá, pra me abraçar.
Porque, sinceramente, não sei o que esperar. É sempre, esperar.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Percepção

Percebi que vivo a vida intensamente para amenizar a dor que eu sinto pela falta do meu pai. E, para aproveitar cada minuto ao lado dos que amo.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pedido

Às vezes, desmorono.
Às vezes, adormeço.
Sinto um cansaço no corpo, na alma, no peito.
Desse que não se controla.
Que, quando se vê, já está.
Que é apenas o corpo pedindo pra alma um pouco de silêncio.
Silêncio pra ouvir apenas a sua voz.
“Me dê outro ritmo, pare um segundo, só um segundo”.
E eu, numa noite longa de domingo, adormeço.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Espera

Espera é angústia, é dor, é frio no peito.
Espera é saudade, é uma forma de amor.
Espera é bem.
É sabor, é vigor.
Espera é ausência, é presença.
Espera é paz, é eternidade.
Espera é você me batendo à porta:
amor, cheguei. Não me espere mais.