Eu ganhei um peixe.
Era pra ser do meu filho, mas, adivinhe quem está cuidando?
Comprei aquário, plantinha, pedrinha, comidinha especial.
Até anti-cloro pra água.
Faz 15 dias hoje. Bonitinho até.
Vermelho. Desses, bem comuns.
Não. Bem especial.
Foi presente da professora da escola.
Ela disse que era pras crianças aprenderem a ter cuidado com outros seres.
Todos os dias, ele me diz que um peixinho morreu.
Acha que os amigos não estão cuidando bem.
Ontem, ele disse: "você sabe mesmo cuidar do peixinho, né, mamãe.
Por isso que eu te dei. Pra você cuidar. Igual você cuida de mim."
Me desarmou.
Era pras crianças aprenderem a cuidar de outros seres.
E eu, que achava que já sabia disso há um bom tempo, é que estou aprendendo mais.
Vai ver era pra ser assim.
Hoje, tentamos achar um nome pra ele.
Estávamos almoçando e ele disse: "você que escolhe, mamãe".
(No fundo, do alto de sua inteligência infantil, ele sabia que era mais do que justo).
Sugeri nomes masculinos, tipo Gilberto, Otávio.
Mas, não fui feliz.
Ouvi um sonoro "arg" seguido de uma linda careta.
"Nome de gente, mamãe!"
(O alto da inteligência infantil, nessa hora, não é suficiente pra entender esses modismos).
Então, continuamos com o nosso peixe.
Ainda sem nome próprio.
Mas, com identidade suficiente pra marcar um lugar especial na nossa vida.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Porque escrevo
Outro dia me perguntaram por que eu escrevo.
“Seus textos têm verdade, têm sentimento”.
Escrevo por isso.
Porque tem sentimento e verdade dentro de mim.
Porque me entrego à poesia e à não-poesia da vida.
Porque quero fazer da não-poesia, poesia.
Escrevo porque amo.
Escrevo porque odeio.
Escrevo a insegurança e canto a certeza.
Escrevo às escuras pra revelar as verdades.
Escrevo pra ser clara.
Pra guiar o pensamento e não deixá-lo por aí, sozinho.
Vazio.
Escrevo pra ocupar a mente. E o tempo.
Não escrevo pra passar o tempo.
Escrevo para contá-lo diferente.
Escrevo com a alma.
Alma feminina, cheia de anseios, de verdades e de incertezas.
Escrevo a contradição e a paixão.
Porque a própria paixão é, senão, uma contradição.
Escrevo pra aliviar a alma e alimentar o coração.
Escrevo pra plantar frutos.
E pra colhê-los.
“Seus textos têm verdade, têm sentimento”.
Escrevo por isso.
Porque tem sentimento e verdade dentro de mim.
Porque me entrego à poesia e à não-poesia da vida.
Porque quero fazer da não-poesia, poesia.
Escrevo porque amo.
Escrevo porque odeio.
Escrevo a insegurança e canto a certeza.
Escrevo às escuras pra revelar as verdades.
Escrevo pra ser clara.
Pra guiar o pensamento e não deixá-lo por aí, sozinho.
Vazio.
Escrevo pra ocupar a mente. E o tempo.
Não escrevo pra passar o tempo.
Escrevo para contá-lo diferente.
Escrevo com a alma.
Alma feminina, cheia de anseios, de verdades e de incertezas.
Escrevo a contradição e a paixão.
Porque a própria paixão é, senão, uma contradição.
Escrevo pra aliviar a alma e alimentar o coração.
Escrevo pra plantar frutos.
E pra colhê-los.
Viver a cada dia
E, se só sobrarem lembranças um dia,
poderei dizer que vivi um grande amor.
Se ele for embora um dia,
poderei dizer que foi bom enquanto ele ficou.
E, se a gente se desgostar um dia,
poderei dizer “que pena, a gente não se bastou”.
poderei dizer que vivi um grande amor.
Se ele for embora um dia,
poderei dizer que foi bom enquanto ele ficou.
E, se a gente se desgostar um dia,
poderei dizer “que pena, a gente não se bastou”.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Encontro único
Foi no primeiro encontro.
Passamos 4 horas conversando, trocando olhares.
À luz de velas.
Velas vermelhas que me ruborizavam o rosto de vez em quando.
Ou que disfarçavam o rubor.
Um único carinho na mão.
Bastava.
Já nos acariciávamos com palavras e olhares o tempo todo.
Ele me trouxe em casa.
Já esperávamos pelo primeiro beijo.
Ele me ofereceu chicletes.
Eu aceitei.
Ele me pediu em casamento.
E eu lhe roubei um beijo.
Passamos 4 horas conversando, trocando olhares.
À luz de velas.
Velas vermelhas que me ruborizavam o rosto de vez em quando.
Ou que disfarçavam o rubor.
Um único carinho na mão.
Bastava.
Já nos acariciávamos com palavras e olhares o tempo todo.
Ele me trouxe em casa.
Já esperávamos pelo primeiro beijo.
Ele me ofereceu chicletes.
Eu aceitei.
Ele me pediu em casamento.
E eu lhe roubei um beijo.
Travesseiro novo
Era de tarde.
Eu estava trabalhando, estava tudo tranqüilo e resolvi ajeitar um pouco as coisas aqui em casa.
Fui até o quarto do meu filho e arrumei a cama.
Lembrei que na noite anterior ele havia me confidenciado: mamãe, quero um travesseiro maior, bem fofinho, pra eu (e ele fala assim mesmo apesar da pouca idade) colocar minha cabeça nele e não sair.
Imediatamente, lembrei-me do travesseiro novo que minha mãe havia me dado.
Era um par e eu só tinha colocado um na minha cama.
Corri e coloquei a fronha nele.
Senti vontade de colocar um cheirinho especial.
Pinguei umas gotinhas do perfuminho dele, que eu adoro.
É o mesmo cheiro que coloco nas roupinhas dele sempre que viaja ou passeia.
E coloco também no pijama. Sempre. Pra ele dormir com aquele cheirinho bom.
E, assim, fazer um carinho nos anjos que sempre vêm visitar.
Saí do quarto com o olho marejado e um sorrisinho bobo no rosto.
Um misto de sentimentos de carinho, orgulho e saudade.
Amor, puro amor.
Eu estava trabalhando, estava tudo tranqüilo e resolvi ajeitar um pouco as coisas aqui em casa.
Fui até o quarto do meu filho e arrumei a cama.
Lembrei que na noite anterior ele havia me confidenciado: mamãe, quero um travesseiro maior, bem fofinho, pra eu (e ele fala assim mesmo apesar da pouca idade) colocar minha cabeça nele e não sair.
Imediatamente, lembrei-me do travesseiro novo que minha mãe havia me dado.
Era um par e eu só tinha colocado um na minha cama.
Corri e coloquei a fronha nele.
Senti vontade de colocar um cheirinho especial.
Pinguei umas gotinhas do perfuminho dele, que eu adoro.
É o mesmo cheiro que coloco nas roupinhas dele sempre que viaja ou passeia.
E coloco também no pijama. Sempre. Pra ele dormir com aquele cheirinho bom.
E, assim, fazer um carinho nos anjos que sempre vêm visitar.
Saí do quarto com o olho marejado e um sorrisinho bobo no rosto.
Um misto de sentimentos de carinho, orgulho e saudade.
Amor, puro amor.
Tatuagem
Ganhei uma tatuagem ontem.
Não, não fui eu que fiz.
O namorado fez e disse que era para mim.
Não, não era o meu nome ou uma declaração formal de amor.
Era uma flor de cerejeira. Na verdade, era pra ser uma flor de cerejeira.
Mas, eu não escolhi a cor e ele achou melhor me dar todas.
Disse que não precisava escolher uma cor. Que todas eram minhas.
Assim, eu estaria colada ao corpo dele mesmo na ausência física.
Mas, de todas, ele ainda defendeu a vermelha, a que sai do coração.
Porque vermelho é amor. Além de sair do coração.
Nunca pensei em fazer tatuagens.
Mas, aprendi que pra muita gente, elas fazem sentido.
E gostei de fazer parte de um sentido também.
Não, não era uma declaração formal de amor.
Era uma declaração eternizada de amor.
Porque se um dia o verbo for passado, saberemos que elas serão sempre presentes.
E que elas fazem parte de um presente juntos.
Um presente de trocas, de carinhos, de cumplicidade, de respeito.
Um presente que cresce a cada dia e se faz futuro.
Um futuro com que a gente não se preocupa muito porque vive o presente.
E vive construindo o futuro. Sem se preocupar com ele.
Nunca pensei em fazer tatuagens.
Mas, aprendi que elas não mudam o caráter de ninguém.
E, mesmo sem saber, descobri que também tenho tatuagens.
Tenho flores de cerejeira que saem do coração. Vermelhas, da cor do amor.
Amor que vivo no presente. De presente. Pra mim e pra você.
(texto postado em 23.4, mas, escrito em 20.4)
Não, não fui eu que fiz.
O namorado fez e disse que era para mim.
Não, não era o meu nome ou uma declaração formal de amor.
Era uma flor de cerejeira. Na verdade, era pra ser uma flor de cerejeira.
Mas, eu não escolhi a cor e ele achou melhor me dar todas.
Disse que não precisava escolher uma cor. Que todas eram minhas.
Assim, eu estaria colada ao corpo dele mesmo na ausência física.
Mas, de todas, ele ainda defendeu a vermelha, a que sai do coração.
Porque vermelho é amor. Além de sair do coração.
Nunca pensei em fazer tatuagens.
Mas, aprendi que pra muita gente, elas fazem sentido.
E gostei de fazer parte de um sentido também.
Não, não era uma declaração formal de amor.
Era uma declaração eternizada de amor.
Porque se um dia o verbo for passado, saberemos que elas serão sempre presentes.
E que elas fazem parte de um presente juntos.
Um presente de trocas, de carinhos, de cumplicidade, de respeito.
Um presente que cresce a cada dia e se faz futuro.
Um futuro com que a gente não se preocupa muito porque vive o presente.
E vive construindo o futuro. Sem se preocupar com ele.
Nunca pensei em fazer tatuagens.
Mas, aprendi que elas não mudam o caráter de ninguém.
E, mesmo sem saber, descobri que também tenho tatuagens.
Tenho flores de cerejeira que saem do coração. Vermelhas, da cor do amor.
Amor que vivo no presente. De presente. Pra mim e pra você.
(texto postado em 23.4, mas, escrito em 20.4)
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Ser dual
Dia desses, descobri que todo ser humano é dual.
Parece óbvio: mau e bom humor, dormir e acordar, doce e salgado, feliz e triste.
Enfim, vivemos cercados de dois lados.
E somos uma única moeda.
Uma moeda de troca. De compra. E, muitas vezes, de venda.
Mergulhei nessa minha dualidade. Fui fundo mesmo.
E descobri que amo e desamo.
Amo a presença, a ausência sentida que traz a saudade, a querência.
Amo o carinho, a atenção e o respeito.
Desamo a angústia, a insegurança, o desconfiar.
Desamo a incerteza de amar.
E, cada dia que começa doce, alegre, finda num pesar tão doído, tão só.
Tão imerso em pensamentos, ora obscuros, vindos lá do inconsciente.
Ora projetados pelo consciente que pensa o que quer.
Ora ilusões da própria mente.
Mente que cria e recria cenários.
Mente que se deixa levar na incerteza.
Mente que vaga num infinito de possibilidades.
Mente que constrói e destrói.
Dia desses, descobri que sou dual.
E, noite dessas, descobri que nessa dualidade comum e natural, preciso mais é dirigir a mente e explorar as possibilidades de viver, de sonhar e de conquistar.
Por que, se deixar, a mente vaga.
E fica vaga, por aí, divagando.
Parece óbvio: mau e bom humor, dormir e acordar, doce e salgado, feliz e triste.
Enfim, vivemos cercados de dois lados.
E somos uma única moeda.
Uma moeda de troca. De compra. E, muitas vezes, de venda.
Mergulhei nessa minha dualidade. Fui fundo mesmo.
E descobri que amo e desamo.
Amo a presença, a ausência sentida que traz a saudade, a querência.
Amo o carinho, a atenção e o respeito.
Desamo a angústia, a insegurança, o desconfiar.
Desamo a incerteza de amar.
E, cada dia que começa doce, alegre, finda num pesar tão doído, tão só.
Tão imerso em pensamentos, ora obscuros, vindos lá do inconsciente.
Ora projetados pelo consciente que pensa o que quer.
Ora ilusões da própria mente.
Mente que cria e recria cenários.
Mente que se deixa levar na incerteza.
Mente que vaga num infinito de possibilidades.
Mente que constrói e destrói.
Dia desses, descobri que sou dual.
E, noite dessas, descobri que nessa dualidade comum e natural, preciso mais é dirigir a mente e explorar as possibilidades de viver, de sonhar e de conquistar.
Por que, se deixar, a mente vaga.
E fica vaga, por aí, divagando.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Delicadezas da hora do almoço
Era hora do almoço.
Estava trabalhando e, de repente, a campainha tocou.
No fundo, no fundo, eu já sabia. Era ele.
De surpresa. Surpresa boa.
Com um abraço apertado o recebi.
E ele, sussurrando ao meu ouvido, apertando ainda mais o meu corpo contra o seu, dizia que a saudade tinha apertado, que ele veio caminhando, caminhando e que, de repente, estava aqui. E disse ainda que veio também para ter certeza de que eu almoçaria bem. E na hora certa.
Cuidado duplo.
Ficamos ali, no sofá, 40 minutos, trocando carinhos de gestos e de palavras.
Antes de ir embora, já na porta, ele ainda deixou outro presente.
- Quer uma bala pra adoçar a sua tarde de trabalho? - disse eu.
- Quero não. Eu já tenho a bala mais gostosa do mundo. E não é a mais gostosa só pelo gosto, mas, porque você me deu com tanto carinho. Sabe que eu até estou com dó de comer? Pra não acabar logo.
Vi essa bala, despretensiosamente, no caixa do supermercado.
Me chamou a atenção a embalagem, uma caixinha em forma de coração.
Nem sabia o gosto.
Ele provou e amou. Fala da bala sempre que falamos sobre doces.
E, assim, a gente vai adoçando a vida.
Descobrindo sabores.
Alimentando o amor.
Estava trabalhando e, de repente, a campainha tocou.
No fundo, no fundo, eu já sabia. Era ele.
De surpresa. Surpresa boa.
Com um abraço apertado o recebi.
E ele, sussurrando ao meu ouvido, apertando ainda mais o meu corpo contra o seu, dizia que a saudade tinha apertado, que ele veio caminhando, caminhando e que, de repente, estava aqui. E disse ainda que veio também para ter certeza de que eu almoçaria bem. E na hora certa.
Cuidado duplo.
Ficamos ali, no sofá, 40 minutos, trocando carinhos de gestos e de palavras.
Antes de ir embora, já na porta, ele ainda deixou outro presente.
- Quer uma bala pra adoçar a sua tarde de trabalho? - disse eu.
- Quero não. Eu já tenho a bala mais gostosa do mundo. E não é a mais gostosa só pelo gosto, mas, porque você me deu com tanto carinho. Sabe que eu até estou com dó de comer? Pra não acabar logo.
Vi essa bala, despretensiosamente, no caixa do supermercado.
Me chamou a atenção a embalagem, uma caixinha em forma de coração.
Nem sabia o gosto.
Ele provou e amou. Fala da bala sempre que falamos sobre doces.
E, assim, a gente vai adoçando a vida.
Descobrindo sabores.
Alimentando o amor.
Bom dia
- Ei, só liguei pra dizer "bom dia"!
- Bom dia, flor do dia lindeza!
Era só pra dizer bom dia. E ouvi uma declaração singela.
- Bom dia, flor do dia lindeza!
Era só pra dizer bom dia. E ouvi uma declaração singela.
Pára. E anda.
Não eram 9h da manhã de hoje e eu já havia sido chamada de "uma mulher especial" três vezes.
Conselhos sobre felicidade, sobre deixar-se amar e se permitir também chegaram nesse período de tempo.
Paro e reflito um pouco sobre isso tudo.
Quem é essa "mulher especial" que todos enxergam?
Por que ela não se enxerga?
Por que ela não merece essa felicidade, esse amor, a realização plena na vida?
Pára, moça. Pára.
Você ainda é jovem e ainda dá tempo de rever as coisas.
Ainda dá tempo de reconhecer tudo o que você tem de bom, de encantador, de cativante. Ainda dá tempo de reconhecer a sua essência. E de confiar nela.
Ainda dá tempo de se cuidar. De se aceitar. De se engrandecer em si mesma.
Sem soberba. Com realidade.
Pára, moça. Pára.
Ainda dá tempo de viver esse amor. De aceitar ser amada. De trocar, de compartilhar. De confiar. De merecer. De saber que merece.
Anda, moça. Anda.
Vai se olhar no espelho. Vai se enxergar por dentro.
Deixa aflorar seus encantos, deixa aflorar seus desejos. Sem medos, sem anseios.
Vai ser feliz por inteiro. Vai viver o momento.
Vai se amar primeiro.
Conselhos sobre felicidade, sobre deixar-se amar e se permitir também chegaram nesse período de tempo.
Paro e reflito um pouco sobre isso tudo.
Quem é essa "mulher especial" que todos enxergam?
Por que ela não se enxerga?
Por que ela não merece essa felicidade, esse amor, a realização plena na vida?
Pára, moça. Pára.
Você ainda é jovem e ainda dá tempo de rever as coisas.
Ainda dá tempo de reconhecer tudo o que você tem de bom, de encantador, de cativante. Ainda dá tempo de reconhecer a sua essência. E de confiar nela.
Ainda dá tempo de se cuidar. De se aceitar. De se engrandecer em si mesma.
Sem soberba. Com realidade.
Pára, moça. Pára.
Ainda dá tempo de viver esse amor. De aceitar ser amada. De trocar, de compartilhar. De confiar. De merecer. De saber que merece.
Anda, moça. Anda.
Vai se olhar no espelho. Vai se enxergar por dentro.
Deixa aflorar seus encantos, deixa aflorar seus desejos. Sem medos, sem anseios.
Vai ser feliz por inteiro. Vai viver o momento.
Vai se amar primeiro.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Lição
A vida dá cada volta na gente...
Estava navegando e parei no "parafrancisco", da Cris Guerra.
Confesso que o leio quase todos os dias, mas, hoje, especialmente, foi um dia especial.
Imediatamente, linkei para a reportagem exibida no último Globo Repórter. A Cris dava um testemunho sobre superação.
Estou em lágrimas até agora.
Fui vendo, ouvindo e avaliando como aquela história estava mexendo comigo.
Quão mesquinha estou sendo perdendo minutos da minha vida pensando em problemas tão pequenos.
Não estou dizendo que a história da Cris seja um problema. Muito menos que seja um problema maior que o meu. Se for, foi.
O que vejo ali é uma superação constante, uma energia inesgotável, uma lição de vida, de verdade, de entrega.
Cris, você soube viver o amor. E eu, vivo às voltas com o meu.
Vivo desconfiando, procurando motivos pra não aceitá-lo.
Achando, muitas vezes inconscientemente, que não o mereço, que não sou digna de vivê-lo.
Não me pergunte o porquê.
Talvez, após ver essa história, após ler o que você escreve, eu possa mudar.
Que eu devo, devo. E muito. Não dá para viver nessa tormenta diária. Tormenta que eu mesma crio.
Obrigada, Cris, pelas palavras. Obrigada pela vida.
Estava navegando e parei no "parafrancisco", da Cris Guerra.
Confesso que o leio quase todos os dias, mas, hoje, especialmente, foi um dia especial.
Imediatamente, linkei para a reportagem exibida no último Globo Repórter. A Cris dava um testemunho sobre superação.
Estou em lágrimas até agora.
Fui vendo, ouvindo e avaliando como aquela história estava mexendo comigo.
Quão mesquinha estou sendo perdendo minutos da minha vida pensando em problemas tão pequenos.
Não estou dizendo que a história da Cris seja um problema. Muito menos que seja um problema maior que o meu. Se for, foi.
O que vejo ali é uma superação constante, uma energia inesgotável, uma lição de vida, de verdade, de entrega.
Cris, você soube viver o amor. E eu, vivo às voltas com o meu.
Vivo desconfiando, procurando motivos pra não aceitá-lo.
Achando, muitas vezes inconscientemente, que não o mereço, que não sou digna de vivê-lo.
Não me pergunte o porquê.
Talvez, após ver essa história, após ler o que você escreve, eu possa mudar.
Que eu devo, devo. E muito. Não dá para viver nessa tormenta diária. Tormenta que eu mesma crio.
Obrigada, Cris, pelas palavras. Obrigada pela vida.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
De gestos e de palavras
Ele é de gestos.
Estávamos numa loja e meus olhos brilharam pela camisa nova do nosso time de
futebol. Os dele também - essa é uma paixão que cultivamos juntos.
Ele, sempre atento, chegou ao meu ouvido dizendo:
- "Leva, tá linda!".
Ok, ok.
Fui ao caixa e a vendedora perguntou:
- "Presente?".
Antes mesmo que eu pudesse responder, ele me interrompeu:
- "É, presente. Meu presente pra ela.".
Eu disse, com os olhos emocionados:
- "Mas, você não comprou nem pra você e está me dando esse presente!".
E ele completou:
- "Presentear você é um presente pra mim.".
Ele é de palavras também.
Estávamos numa loja e meus olhos brilharam pela camisa nova do nosso time de
futebol. Os dele também - essa é uma paixão que cultivamos juntos.
Ele, sempre atento, chegou ao meu ouvido dizendo:
- "Leva, tá linda!".
Ok, ok.
Fui ao caixa e a vendedora perguntou:
- "Presente?".
Antes mesmo que eu pudesse responder, ele me interrompeu:
- "É, presente. Meu presente pra ela.".
Eu disse, com os olhos emocionados:
- "Mas, você não comprou nem pra você e está me dando esse presente!".
E ele completou:
- "Presentear você é um presente pra mim.".
Ele é de palavras também.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Filha
De repente,
percebi que
ser filha é
ouvir conselhos noite adentro,
entre um bocejo e outro,
de alguém que
(você sabe)
nunca cobraria por eles.
percebi que
ser filha é
ouvir conselhos noite adentro,
entre um bocejo e outro,
de alguém que
(você sabe)
nunca cobraria por eles.
Um sono bom
Estava vendo você dormir, filho.
Um sono bom.
Um sono justo.
Um sono inocente.
Quisera eu ter esse semblante ao dormir.
Quisera eu dormir inocente.
No vai-e-vem dos dias, muitos senões me tiram a inocência.
E, quando chega a noite, deito, cerro os olhos.
E não adormeço.
Um sono bom.
Um sono justo.
Um sono inocente.
Quisera eu ter esse semblante ao dormir.
Quisera eu dormir inocente.
No vai-e-vem dos dias, muitos senões me tiram a inocência.
E, quando chega a noite, deito, cerro os olhos.
E não adormeço.
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