Eu desejo sorrisos de criança, abraços
apertados,
presentes simbólicos, presença diária.
Eu desejo doces e guloseimas, água pra hidratar,
cheiro de festa e motivos pra
brindar.
Eu desejo, mais que em uma noite,
que em todos os dias e noites,
Ele possa estar
em primeiro lugar.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Acordei com um suspiro mais profundo hoje.
Saudades do meu pai.
Logo comecei a ler notícias sobre o Dia Mundial sem Tabaco.
Entendi o aperto no peito.
Meu pai faleceu em decorrência de um câncer de boca.
Cigarro. 40 anos de fumo.
Menos de três meses entre o diagnóstico e a morte.
Operação marcada.
Ele não a suportaria.
Morreu dormindo, dias antes de operar, não se sabe de que.
Já viu alguma imagem de paciente sem mandíbula? Eu já.
Tinha que me preparar.
O diagnóstico foi pesado e a retirada de partes dela era inevitável.
Meu pai era falante e não saberia calar.
Mas, calou-se.
Não ouço mais aquele "Dea" que só ele sabia dizer.
Me lembro, sim. Mas, não ouço.
Eu vi sua ferida.
E hoje estou ferida.
Ferida de alma, que nada supera.
Só a certeza do reencontro.
31 de maio e todos os dias do ano. Dia Mundial sem Tabaco.
Saudades do meu pai.
Logo comecei a ler notícias sobre o Dia Mundial sem Tabaco.
Entendi o aperto no peito.
Meu pai faleceu em decorrência de um câncer de boca.
Cigarro. 40 anos de fumo.
Menos de três meses entre o diagnóstico e a morte.
Operação marcada.
Ele não a suportaria.
Morreu dormindo, dias antes de operar, não se sabe de que.
Já viu alguma imagem de paciente sem mandíbula? Eu já.
Tinha que me preparar.
O diagnóstico foi pesado e a retirada de partes dela era inevitável.
Meu pai era falante e não saberia calar.
Mas, calou-se.
Não ouço mais aquele "Dea" que só ele sabia dizer.
Me lembro, sim. Mas, não ouço.
Eu vi sua ferida.
E hoje estou ferida.
Ferida de alma, que nada supera.
Só a certeza do reencontro.
31 de maio e todos os dias do ano. Dia Mundial sem Tabaco.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
segunda-feira, 26 de março de 2012
quinta-feira, 22 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
O tempo.
Hoje, lembrando do meu pai mais uma vez,
Tive mais uma certeza sobre o tempo.
Esse tempo que, contado em minutos, horas e dias,
Já soma mais de três anos de ausência.
Esse que, dizem, é o melhor remédio.
Que cura.
Sozinha em minhas lembranças, concluí:
Esse tempo é remédio sim.
Tira a ansiedade. Não adianta querer lutar.
É anestésico. Porque a dor da ausência é tamanha que, por vezes, a gente nem consegue sentir.
Induz o sono, acalma a memória.
Ah! Quantas vezes eu adormeço nas minhas lembranças!
É. O tempo é remédio sim.
Só não cura.
Isso ele não faz.
Tive mais uma certeza sobre o tempo.
Esse tempo que, contado em minutos, horas e dias,
Já soma mais de três anos de ausência.
Esse que, dizem, é o melhor remédio.
Que cura.
Sozinha em minhas lembranças, concluí:
Esse tempo é remédio sim.
Tira a ansiedade. Não adianta querer lutar.
É anestésico. Porque a dor da ausência é tamanha que, por vezes, a gente nem consegue sentir.
Induz o sono, acalma a memória.
Ah! Quantas vezes eu adormeço nas minhas lembranças!
É. O tempo é remédio sim.
Só não cura.
Isso ele não faz.
domingo, 11 de março de 2012
Especiais. Lembradas ou não.
8 de março. Dia Internacional da Mulher
Porque, em todos os outros dias, elas são apenas especiais. Lembradas ou não.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Mulher
Deus já sabia o quanto elas seriam essenciais.
Sabia que elas deviam ser amadas e cuidadas.
Que precisavam disso.
E, de forma simbólica e sublime,
Ele as criou a partir de algo capaz de supri-las.
E não de uma forma qualquer.
Mas, do homem, da costela, do lado.
Porque é ao lado que eles caminham.
Juntos.
Porque a costela sustenta. Apruma.
Endireita.
E isso é bom para os dois.
Porque, assim, eles precisam delas.
E elas deles.
Ah, quem nunca pensou sobre o nascer da vida?
A vida só existe se um completar o outro.
A mulher não gera sozinha.
O homem não gera sozinho.
A ela foi dada a virtude de carregar em si todos os eles e elas futuros.
E, a ele, o dom de estar ao seu lado, cuidando, provendo. Ao lado.
quarta-feira, 7 de março de 2012
7 de março de 2007
Há cinco anos, numa manhã de sol em São Paulo, eu senti aquele frio pela primeira vez.
Como boa mineira, cutuquei a amiga que estava comigo: quem é? Está com a camisa da organização do evento e eu não o conheço. Você conhece?
Ela: ah, não acredito, Andrea! Nunca vi nem mais gordo nem mais magro. Mas, a gente pode descobrir.
Para mim, foi o primeiro olhar.
Para ele, não.
Confessou ter me fitado meses antes, num outro evento que fomos juntos. Mas, achou que ainda não era o momento de chegar.
Eu não o vi.
Talvez, porque eu tinha que ver e sentir aquele frio.
Voltando ao dia sete de março.
Naquela mesma noite, ele me olhou de novo.
Disse para mim que pensou: olha ela aí! De vestido de bolinha preto e branco e com presilha vermelha no cabelo? Preciso conhecer.
Daí para frente, me fitava todos os dias quando eu ia à empresa.
Disse que armava com uma colega que me atendia lá para que, sempre que eu chegasse, ela o avisasse.
E assim foi durante os dois meses seguintes.
Essa colega me revelou o segredo dele. E eu entrei na brincadeira.
Falava, olha lá o seu amigo de novo se exibindo!
A gente ria juntas.
Até que ele deixou um bilhete pra mim.
Com todos os contatos dele e “...”.
Não resisti.
Tinha que descobrir quem era aquele cara.
Saímos pela primeira vez. E estamos juntos até hoje.
Como boa mineira, cutuquei a amiga que estava comigo: quem é? Está com a camisa da organização do evento e eu não o conheço. Você conhece?
Ela: ah, não acredito, Andrea! Nunca vi nem mais gordo nem mais magro. Mas, a gente pode descobrir.
Para mim, foi o primeiro olhar.
Para ele, não.
Confessou ter me fitado meses antes, num outro evento que fomos juntos. Mas, achou que ainda não era o momento de chegar.
Eu não o vi.
Talvez, porque eu tinha que ver e sentir aquele frio.
Voltando ao dia sete de março.
Naquela mesma noite, ele me olhou de novo.
Disse para mim que pensou: olha ela aí! De vestido de bolinha preto e branco e com presilha vermelha no cabelo? Preciso conhecer.
Daí para frente, me fitava todos os dias quando eu ia à empresa.
Disse que armava com uma colega que me atendia lá para que, sempre que eu chegasse, ela o avisasse.
E assim foi durante os dois meses seguintes.
Essa colega me revelou o segredo dele. E eu entrei na brincadeira.
Falava, olha lá o seu amigo de novo se exibindo!
A gente ria juntas.
Até que ele deixou um bilhete pra mim.
Com todos os contatos dele e “...”.
Não resisti.
Tinha que descobrir quem era aquele cara.
Saímos pela primeira vez. E estamos juntos até hoje.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Um pouco de mim
Sim. Eu tenho uma fé imensa no amor de Deus.
Sim. Eu sou daquelas que todos os dias acordam e agradecem pela vida.
Que abrem os olhos com cuidado, reconhecendo tudo à volta.
Sim. Eu vivo um dia de cada vez, mas, não como se fosse o último.
Não quero que seja o último.
Apenas vivo da melhor forma, tentando não atrapalhar ninguém.
Prefiro a limonada.
Queria ter apertado as bochechas miúdas do Quintana.
Gosto de música, de dança, de balé.
Gosto de marketing. Amo marketing.
Sim. Eu tenho amigos. Poucos, mas, muito amigos.
Sim. Eu elogio as pessoas. Gosto assim.
Prefiro o elogio. Mas, faço críticas construtivas.
Não sou de reclamar.
Quantas e quantas vezes chorei sozinha até não aguentar.
Aprendi a falar.
Estou fazendo televisão. Quem diria.
O apreço pelas palavras tem me ajudado.
Estou gostando disso também.
Sou uma mulher de quase quarenta.
Sou mãe. Amo minha cria.
E crio com o maior amor do mundo.
Tenho duas irmãs e um meio-irmão.
Que amo mais em palavras, atos e gestos do que em presença.
Infelizmente.
Acontece. Escrevo bem, mas, me revelo tímida.
Tem uma mulher especial na minha vida.
Filha de uma mulher ainda mais especial.
Sou matriarca, por conta delas. É natural.
Essa mulher é beleza, é exemplo, é força. É jovialidade.
Essa mulher é minha mãe.
Tenho um companheiro. Na mais completa interpretação da palavra.
Companheiro. Amor.
Tive um pai. Um lindo e amado pai.
Um dia perguntei a Deus, esse Deus que eu amo tanto, por que eu tive um pai.
Por que não o tenho mais.
Ele me deu um abraço e não respondeu. Prefere assim.
Tem coisas que não se explicam. Que se vive.
Dor é coisa que se vive. Não se explica.
Mas, amor também é coisa que se vive.
E é por isso que vivo cada dia. Não querendo que seja o último.
Mesmo sabendo que quanto mais próxima do último eu estiver, mais perto estarei dele de novo.
Ele sempre soube esperar.
Que abrem os olhos com cuidado, reconhecendo tudo à volta.
Sim. Eu vivo um dia de cada vez, mas, não como se fosse o último.
Não quero que seja o último.
Apenas vivo da melhor forma, tentando não atrapalhar ninguém.
Prefiro a limonada.
Queria ter apertado as bochechas miúdas do Quintana.
Gosto de música, de dança, de balé.
Gosto de marketing. Amo marketing.
Sim. Eu tenho amigos. Poucos, mas, muito amigos.
Sim. Eu elogio as pessoas. Gosto assim.
Prefiro o elogio. Mas, faço críticas construtivas.
Não sou de reclamar.
Quantas e quantas vezes chorei sozinha até não aguentar.
Aprendi a falar.
Estou fazendo televisão. Quem diria.
O apreço pelas palavras tem me ajudado.
Estou gostando disso também.
Sou uma mulher de quase quarenta.
Sou mãe. Amo minha cria.
E crio com o maior amor do mundo.
Tenho duas irmãs e um meio-irmão.
Que amo mais em palavras, atos e gestos do que em presença.
Infelizmente.
Acontece. Escrevo bem, mas, me revelo tímida.
Tem uma mulher especial na minha vida.
Filha de uma mulher ainda mais especial.
Sou matriarca, por conta delas. É natural.
Essa mulher é beleza, é exemplo, é força. É jovialidade.
Essa mulher é minha mãe.
Tenho um companheiro. Na mais completa interpretação da palavra.
Companheiro. Amor.
Tive um pai. Um lindo e amado pai.
Um dia perguntei a Deus, esse Deus que eu amo tanto, por que eu tive um pai.
Por que não o tenho mais.
Ele me deu um abraço e não respondeu. Prefere assim.
Tem coisas que não se explicam. Que se vive.
Dor é coisa que se vive. Não se explica.
Mas, amor também é coisa que se vive.
E é por isso que vivo cada dia. Não querendo que seja o último.
Mesmo sabendo que quanto mais próxima do último eu estiver, mais perto estarei dele de novo.
Ele sempre soube esperar.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Minha segunda Caloi
Sou daquelas que escreveram o bilhetinho "Não esqueça a minha Caloi".
E sou daquelas que o bilhetinho deu resultado.
Sim, meu pai me deu minha primeira Caloi, mais ou menos aos 5, 6 anos de idade.
Com certeza teve uma surpresa por trás. Sempre tinha charme na entrega de um presente.
Infelizmente, dessa vez eu não me lembro.
Mas, lembro de coisas que eu guardei. Que talvez ele nem tenha percebido.
Minha Caloi não era de menininha.
Não era rosa. Até porque, bicicleta de menininha era Ceci, rosinha.
A minha era marrom. Acredite! Marrom.
Pensa numa coisa: eu era a filha mais velha, que desde cedo o acompanhava em tudo.
Da pelada à sinuca, nas conversas jogadas fora em rodas de amigos no clube.
Até nos infinitos jogos de loteria.
Era o "seu filho" mais velho.
Nada mais justo que ganhar uma bicicleta marrom!
E isso não me incomodava em nada. Era minha. E ele tinha me dado.
Orgulhosa, saía à rua pra exibir meus dotes e malabarismos de ciclista.
Talvez ele nunca tenha percebido tanta coisa num simples detalhe de cor.
Tive outras bicicletas depois. E, como acontece na vida, cresci e parei de brincar.
Hoje, trinta anos depois, comprei minha segunda Caloi.
Tive que comprar porque ele não pode mais me dar.
E eu não escolhi cor de menininha, tá, pai? É cinza. Acho que não fazem mais marrons.
Se fizessem, talvez uma pontinha de saudade pudesse falar mais alto e eu repetiria a nossa história.
Mas, não dá pra repetir história.
Você me ensinou que história boa é pra ser guardada.
História boa é história que segue.
Então, tô aqui hoje, redescobrindo a liberdade de andar livre, sentindo o vento no rosto.
Descobrindo a simplicidade de uma bicicleta.
Coisa que você já sabia há tanto tempo.
E sou daquelas que o bilhetinho deu resultado.
Sim, meu pai me deu minha primeira Caloi, mais ou menos aos 5, 6 anos de idade.
Com certeza teve uma surpresa por trás. Sempre tinha charme na entrega de um presente.
Infelizmente, dessa vez eu não me lembro.
Mas, lembro de coisas que eu guardei. Que talvez ele nem tenha percebido.
Minha Caloi não era de menininha.
Não era rosa. Até porque, bicicleta de menininha era Ceci, rosinha.
A minha era marrom. Acredite! Marrom.
Pensa numa coisa: eu era a filha mais velha, que desde cedo o acompanhava em tudo.
Da pelada à sinuca, nas conversas jogadas fora em rodas de amigos no clube.
Até nos infinitos jogos de loteria.
Era o "seu filho" mais velho.
Nada mais justo que ganhar uma bicicleta marrom!
E isso não me incomodava em nada. Era minha. E ele tinha me dado.
Orgulhosa, saía à rua pra exibir meus dotes e malabarismos de ciclista.
Talvez ele nunca tenha percebido tanta coisa num simples detalhe de cor.
Tive outras bicicletas depois. E, como acontece na vida, cresci e parei de brincar.
Hoje, trinta anos depois, comprei minha segunda Caloi.
Tive que comprar porque ele não pode mais me dar.
E eu não escolhi cor de menininha, tá, pai? É cinza. Acho que não fazem mais marrons.
Se fizessem, talvez uma pontinha de saudade pudesse falar mais alto e eu repetiria a nossa história.
Mas, não dá pra repetir história.
Você me ensinou que história boa é pra ser guardada.
História boa é história que segue.
Então, tô aqui hoje, redescobrindo a liberdade de andar livre, sentindo o vento no rosto.
Descobrindo a simplicidade de uma bicicleta.
Coisa que você já sabia há tanto tempo.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Qual é a cor do seu amor?
Amor tem cor?
Tem cor.
Tem sabor.
Tem cheiro.
Tem até dor.
Meu amor tem cor.
Tem toda cor.
Porque é da cor preto.
Porque é da cor branco.
Porque é da cor preto e branco.
E cor preto e branco é sinal de tudo junto.
De juntar cor.
E é assim que é o meu amor.
Todo junto.
Tudo junto.
Cor.
Sabor.
Cheiro.
E até dor.
Mas, muito mais amor.
Tem cor.
Tem sabor.
Tem cheiro.
Tem até dor.
Meu amor tem cor.
Tem toda cor.
Porque é da cor preto.
Porque é da cor branco.
Porque é da cor preto e branco.
E cor preto e branco é sinal de tudo junto.
De juntar cor.
E é assim que é o meu amor.
Todo junto.
Tudo junto.
Cor.
Sabor.
Cheiro.
E até dor.
Mas, muito mais amor.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Alguma coisa aconteceu essa noite
Sonhei com você essa noite.
Como sempre, me assustei logo que o vi.
É sempre assim: uma impressão de estar fazendo errado.
Uma certeza de que você não deveria estar ali.
Mas, no meio do nada, você apareceu.
E sorriu pra mim, como sempre o fez.
Dessa vez, mesmo assustada, olhei firme pra você.
Era um sorriso de ternura, um olhar vivo.
Ao mesmo tempo, denso, como se quisesse me dizer algo.
Mais uma vez, eu exclamei: pai!
Como se quisesse afirmar: você não pode estar aqui.
E, num repente, te abracei forte, muito forte.
Chorei no abraço.
Chorei em seus braços.
Nunca acreditei em vida após a morte.
Nem que almas ficam vagando, esperando alguma atitude nossa pra se despedir de verdade.
Como se não houvesse tempo de ter dito ou feito tudo.
Não dá, não acredito.
Já disse: creio no amor.
E em tudo o que a gente vive e faz em vida.
Vivo.
E esse amor que creio é tão grande que me faz ter certeza de que você está bem.
Mas, longe daqui.
Onde eu quero estar um dia.
Pra deitar no seu colo e dormir segura.
Não sei o que houve essa noite.
Só saberei quando nos encontrarmos de novo.
Provavelmente, você vai soltar aquela bela gargalhada - que me deixa com um sorrisinho bobo agora só de lembrar.
Provavelmente, você vai me dar colo e explicar o que houve.
Certamente, irei te abraçar apertado e acabar com esse suspiro que, vez ou outra, volta em meu peito.
Como sempre, me assustei logo que o vi.
É sempre assim: uma impressão de estar fazendo errado.
Uma certeza de que você não deveria estar ali.
Mas, no meio do nada, você apareceu.
E sorriu pra mim, como sempre o fez.
Dessa vez, mesmo assustada, olhei firme pra você.
Era um sorriso de ternura, um olhar vivo.
Ao mesmo tempo, denso, como se quisesse me dizer algo.
Mais uma vez, eu exclamei: pai!
Como se quisesse afirmar: você não pode estar aqui.
E, num repente, te abracei forte, muito forte.
Chorei no abraço.
Chorei em seus braços.
Nunca acreditei em vida após a morte.
Nem que almas ficam vagando, esperando alguma atitude nossa pra se despedir de verdade.
Como se não houvesse tempo de ter dito ou feito tudo.
Não dá, não acredito.
Já disse: creio no amor.
E em tudo o que a gente vive e faz em vida.
Vivo.
E esse amor que creio é tão grande que me faz ter certeza de que você está bem.
Mas, longe daqui.
Onde eu quero estar um dia.
Pra deitar no seu colo e dormir segura.
Não sei o que houve essa noite.
Só saberei quando nos encontrarmos de novo.
Provavelmente, você vai soltar aquela bela gargalhada - que me deixa com um sorrisinho bobo agora só de lembrar.
Provavelmente, você vai me dar colo e explicar o que houve.
Certamente, irei te abraçar apertado e acabar com esse suspiro que, vez ou outra, volta em meu peito.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
O meu olhar
O meu olhar é outro.
Amadurecido. E isso não o faz rígido, denso.
O meu olhar é outro.
Doce, entende cada aprendizado, sorri de pequenas coisas.
O meu olhar é outro.
Leve, não inocente. Apenas leve, livre.
O meu olhar é outro.
Tem marcas, sinais do tempo. Orgulho de vida.
O meu olhar é outro.
É meu, pra mim mesma, pra eu ver o mundo da minha forma.
O meu olhar é outro.
É vida, é desejo, é oportunidade, é valor.
O meu olhar é outro.
É esse outro.
Amadurecido. E isso não o faz rígido, denso.
O meu olhar é outro.
Doce, entende cada aprendizado, sorri de pequenas coisas.
O meu olhar é outro.
Leve, não inocente. Apenas leve, livre.
O meu olhar é outro.
Tem marcas, sinais do tempo. Orgulho de vida.
O meu olhar é outro.
É meu, pra mim mesma, pra eu ver o mundo da minha forma.
O meu olhar é outro.
É vida, é desejo, é oportunidade, é valor.
O meu olhar é outro.
É esse outro.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Descoberta
Brilho de sol.
Você é meu brilho de sol.
Brisa do mar.
Você é minha brisa do mar.
Alegria.
Você é minha alegria.
Descoberta.
Você é minha descoberta, presença minha em mim mesma.
Você é meu brilho de sol.
Brisa do mar.
Você é minha brisa do mar.
Alegria.
Você é minha alegria.
Descoberta.
Você é minha descoberta, presença minha em mim mesma.
Casa
Peito alegre, leve, solto.
Sorriso no rosto, brisa que sopra do mar.
Bom mesmo é estar em casa de novo.
E ter a certeza de que, sequer, por um minuto, havia saído.
Sorriso no rosto, brisa que sopra do mar.
Bom mesmo é estar em casa de novo.
E ter a certeza de que, sequer, por um minuto, havia saído.
Assinar:
Comentários (Atom)

