quarta-feira, 7 de março de 2012

7 de março de 2007

Há cinco anos, numa manhã de sol em São Paulo, eu senti aquele frio pela primeira vez.
Como boa mineira, cutuquei a amiga que estava comigo: quem é? Está com a camisa da organização do evento e eu não o conheço. Você conhece?
Ela: ah, não acredito, Andrea! Nunca vi nem mais gordo nem mais magro. Mas, a gente pode descobrir.
Para mim, foi o primeiro olhar.
Para ele, não. 
Confessou ter me fitado meses antes, num outro evento que fomos juntos. Mas, achou que ainda não era o momento de chegar.
Eu não o vi.
Talvez, porque eu tinha que ver e sentir aquele frio.
Voltando ao dia sete de março.
Naquela mesma noite, ele me olhou de novo.
Disse para mim que pensou: olha ela aí! De vestido de bolinha preto e branco e com presilha vermelha no cabelo? Preciso conhecer.
Daí para frente, me fitava todos os dias quando eu ia à empresa.
Disse que armava com uma colega que me atendia lá para que, sempre que eu chegasse, ela o avisasse.
E assim foi durante os dois meses seguintes.
Essa colega me revelou o segredo dele. E eu entrei na brincadeira.
Falava, olha lá o seu amigo de novo se exibindo!
A gente ria juntas. 
Até que ele deixou um bilhete pra mim.
Com todos os contatos dele e “...”.
Não resisti.
Tinha que descobrir quem era aquele cara.
Saímos pela primeira vez. E estamos juntos até hoje.

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