Ainda hoje alguém disse: pai, meu grande e eterno amor.
Na hora, o nó na garganta, a lágrima no olhar.
Pai, meu grande e eterno amor.
Ausência mais presente na minha vida.
Dor doída. Doída na alma e na carne.
Dor de amor.
Dor de impotência.
Ainda outro dia, ouvi: um dia vai ficar só a saudade.
Vai nada.
Ausência presente e ausência que dói.
Que é saudade também.
Ora, se é saudade, foi importante.
Faz falta.
Presença e ausência.
Ciranda insana que me faz pensar (pensar?) nas coisas que não posso mais.
Que não vão virar saudade.
Porque não serão mais.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Um sopro
Estava exausta.
Sentei.
Dei um suspiro profundo, quase sem fôlego.
Queria mesmo era chorar.
O ar da minha boca atingiu a toalha e a balançou.
Pensei: estou tão fraca, deve ter sido uma brisa qualquer.
Tentei de novo.
O mesmo balançar.
Percebi, na fraqueza, a força.
Essa que vem de dentro que a gente não sabe onde há.
Sorri.
E mudei o olhar.
Sentei.
Dei um suspiro profundo, quase sem fôlego.
Queria mesmo era chorar.
O ar da minha boca atingiu a toalha e a balançou.
Pensei: estou tão fraca, deve ter sido uma brisa qualquer.
Tentei de novo.
O mesmo balançar.
Percebi, na fraqueza, a força.
Essa que vem de dentro que a gente não sabe onde há.
Sorri.
E mudei o olhar.
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