quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Poema sem título

Ainda hoje alguém disse: pai, meu grande e eterno amor.
Na hora, o nó na garganta, a lágrima no olhar.

Pai, meu grande e eterno amor.

Ausência mais presente na minha vida.
Dor doída. Doída na alma e na carne.
Dor de amor.
Dor de impotência.

Ainda outro dia, ouvi: um dia vai ficar só a saudade.
Vai nada.

Ausência presente e ausência que dói.
Que é saudade também.

Ora, se é saudade, foi importante.
Faz falta.

Presença e ausência.
Ciranda insana que me faz pensar (pensar?) nas coisas que não posso mais.
Que não vão virar saudade.

Porque não serão mais.

Um comentário:

Projeto Eutanásia disse...

Lindo, lindo, lindo. E, como toda coisa que muito linda, triste. Mas eu compreendo você. E assino embaixo.

Beijos, alegrias e poesias,

Daniel Rubens Prado.