Ele nasceu em 21 de setembro.
Foi a raiz que me sustentou e me ligou à terra.
Foi tronco que endireitou meus caminhos e que me fez querer crescer cada vez mais.
Foi copa viçosa, vibrante, que me mostrou a leveza da vida, o gosto do vento.
Foi fruto que alimentou meu corpo e minha alma.
Germinou, cresceu, frutificou. Cumpriu o ciclo da vida.
Hoje é semente, de volta à terra.
Hoje, sou só saudade.
Saudade de amá-lo de perto.
E de deitar à sua sombra mais uma vez.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Pezinho
Deitei com ele.
Faço isso todos os dias.
"Fica um pouco, mamãe?"
Quem resiste?
Ali, juntinhos, ele passou seu pezinho pelos meus,
dando uma volta, me prendendo, pra eu ficar mesmo por ali.
Nesse momento, percebi como ele cresceu.
Antes, eu o enlaçava em meus braços e o protegia.
Agora, ele se enrosca, me cerca e me protege.
Ah! Agora, não.
Sempre. Desde que nasceu.
Faço isso todos os dias.
"Fica um pouco, mamãe?"
Quem resiste?
Ali, juntinhos, ele passou seu pezinho pelos meus,
dando uma volta, me prendendo, pra eu ficar mesmo por ali.
Nesse momento, percebi como ele cresceu.
Antes, eu o enlaçava em meus braços e o protegia.
Agora, ele se enrosca, me cerca e me protege.
Ah! Agora, não.
Sempre. Desde que nasceu.
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