Sonhei com você essa noite.
Como sempre, me assustei logo que o vi.
É sempre assim: uma impressão de estar fazendo errado.
Uma certeza de que você não deveria estar ali.
Mas, no meio do nada, você apareceu.
E sorriu pra mim, como sempre o fez.
Dessa vez, mesmo assustada, olhei firme pra você.
Era um sorriso de ternura, um olhar vivo.
Ao mesmo tempo, denso, como se quisesse me dizer algo.
Mais uma vez, eu exclamei: pai!
Como se quisesse afirmar: você não pode estar aqui.
E, num repente, te abracei forte, muito forte.
Chorei no abraço.
Chorei em seus braços.
Nunca acreditei em vida após a morte.
Nem que almas ficam vagando, esperando alguma atitude nossa pra se despedir de verdade.
Como se não houvesse tempo de ter dito ou feito tudo.
Não dá, não acredito.
Já disse: creio no amor.
E em tudo o que a gente vive e faz em vida.
Vivo.
E esse amor que creio é tão grande que me faz ter certeza de que você está bem.
Mas, longe daqui.
Onde eu quero estar um dia.
Pra deitar no seu colo e dormir segura.
Não sei o que houve essa noite.
Só saberei quando nos encontrarmos de novo.
Provavelmente, você vai soltar aquela bela gargalhada - que me deixa com um sorrisinho bobo agora só de lembrar.
Provavelmente, você vai me dar colo e explicar o que houve.
Certamente, irei te abraçar apertado e acabar com esse suspiro que, vez ou outra, volta em meu peito.
domingo, 22 de janeiro de 2012
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