Ganhei uma tatuagem ontem.
Não, não fui eu que fiz.
O namorado fez e disse que era para mim.
Não, não era o meu nome ou uma declaração formal de amor.
Era uma flor de cerejeira. Na verdade, era pra ser uma flor de cerejeira.
Mas, eu não escolhi a cor e ele achou melhor me dar todas.
Disse que não precisava escolher uma cor. Que todas eram minhas.
Assim, eu estaria colada ao corpo dele mesmo na ausência física.
Mas, de todas, ele ainda defendeu a vermelha, a que sai do coração.
Porque vermelho é amor. Além de sair do coração.
Nunca pensei em fazer tatuagens.
Mas, aprendi que pra muita gente, elas fazem sentido.
E gostei de fazer parte de um sentido também.
Não, não era uma declaração formal de amor.
Era uma declaração eternizada de amor.
Porque se um dia o verbo for passado, saberemos que elas serão sempre presentes.
E que elas fazem parte de um presente juntos.
Um presente de trocas, de carinhos, de cumplicidade, de respeito.
Um presente que cresce a cada dia e se faz futuro.
Um futuro com que a gente não se preocupa muito porque vive o presente.
E vive construindo o futuro. Sem se preocupar com ele.
Nunca pensei em fazer tatuagens.
Mas, aprendi que elas não mudam o caráter de ninguém.
E, mesmo sem saber, descobri que também tenho tatuagens.
Tenho flores de cerejeira que saem do coração. Vermelhas, da cor do amor.
Amor que vivo no presente. De presente. Pra mim e pra você.
(texto postado em 23.4, mas, escrito em 20.4)
quarta-feira, 23 de abril de 2008
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