Em casa, nós três.
A gente curte assistir aos jogos assim, grudados, os três.
E, estava frio, nos aconchegamos mais.
O tempo foi passando, gol a favor, gol contra.
Outro gol contra.
Os minutos passavam ainda mais depressa.
Fim de jogo.
Olhei pro lado, apertei sua mãozinha - pra mim, sempre será mãozinha.
Lágrimas rolando e soluços ficando mais altos.
Queria confortá-lo, mas, ele o fez antes mesmo de eu tentar:
"mamãe, fica triste não. Daqui a oito anos eu vou ajudar a seleção a vencer a Copa".
Foi a minha vez de encher os olhos.
Emendei o assunto: "que bom, filho. A gente tem que se preparar, então, treinar muito. Afinal, em qual time você pretende jogar até lá?".
Sem hesitar, ele respondeu: "não sei, mamãe. Vai depender das oportunidades".
Não sei se rio ou se choro.
Sei que me orgulho da cria.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
Empurrãozinho
Um dia, pensei ter levado uma rasteira da vida.
É comum pensar assim, pra justificar uma ou outra questão.
Mas, cheguei à conclusão de que não fora uma rasteira.
Foi apenas um empurrãozinho, desses que impulsionam.
Uma ajeitada de leve no curso da vida.
É comum pensar assim, pra justificar uma ou outra questão.
Mas, cheguei à conclusão de que não fora uma rasteira.
Foi apenas um empurrãozinho, desses que impulsionam.
Uma ajeitada de leve no curso da vida.
domingo, 4 de julho de 2010
Vício
Eu tenho um vício.
Vício de viver.
Viver sem vergonha.
Risonha.
Exposta à vida.
Querida!
Viver sem temor.
Calor.
Viver cada dia.
Alegria.
Viver no compasso.
Meu espaço.
Às vezes, sobressalto.
É fato.
Viver é um vício.
Meu vício.
Início.
Vício de viver.
Viver sem vergonha.
Risonha.
Exposta à vida.
Querida!
Viver sem temor.
Calor.
Viver cada dia.
Alegria.
Viver no compasso.
Meu espaço.
Às vezes, sobressalto.
É fato.
Viver é um vício.
Meu vício.
Início.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
28
Não acredito em numerologia.
Mas, fato é que o dia 28 se tornou uma expressão em minha vida.
Há 10 anos.
Em 28 de junho de 2000, dei à luz um menino lindo, abençoado.
Seis anos e meio depois, em 28 de dezembro, veio ao mundo minha sobrinha linda, dos cachinhos de ouro.
Naquele triste 28 de fevereiro de 2009, deixou-me meu pai, amor, eterno amor.
E o ano ainda reservou mais uma perda. 28 de outubro, foi a vez do meu avô descansar em paz.
A alegria revive neste 28 de junho de 2010: nasce meu sobrinho, 10 anos depois, mais um príncipe na família.
Assim é a expectativa desse dia. Alternância de sentimentos, chegadas e partidas.
28 também permeia minha história de amor.
28 é entre 26 e 30, entre o meu nascimento e o seu, entre mim e você.
Número que nos une, sempre com um abraço, seja por que motivo for.
28 é uma surpresa, um frio no peito, um amor, uma dor.
Mas, sempre que é dor, é dor de amor.
28.
É 2. É 8. É 10. É 1.
E 1 é início. Começar e recomeçar a contar.
Contar o tempo diferente, a vida diferente.
Outro 28 vai chegar. Quero você lá, pra me abraçar.
Porque, sinceramente, não sei o que esperar. É sempre, esperar.
Mas, fato é que o dia 28 se tornou uma expressão em minha vida.
Há 10 anos.
Em 28 de junho de 2000, dei à luz um menino lindo, abençoado.
Seis anos e meio depois, em 28 de dezembro, veio ao mundo minha sobrinha linda, dos cachinhos de ouro.
Naquele triste 28 de fevereiro de 2009, deixou-me meu pai, amor, eterno amor.
E o ano ainda reservou mais uma perda. 28 de outubro, foi a vez do meu avô descansar em paz.
A alegria revive neste 28 de junho de 2010: nasce meu sobrinho, 10 anos depois, mais um príncipe na família.
Assim é a expectativa desse dia. Alternância de sentimentos, chegadas e partidas.
28 também permeia minha história de amor.
28 é entre 26 e 30, entre o meu nascimento e o seu, entre mim e você.
Número que nos une, sempre com um abraço, seja por que motivo for.
28 é uma surpresa, um frio no peito, um amor, uma dor.
Mas, sempre que é dor, é dor de amor.
28.
É 2. É 8. É 10. É 1.
E 1 é início. Começar e recomeçar a contar.
Contar o tempo diferente, a vida diferente.
Outro 28 vai chegar. Quero você lá, pra me abraçar.
Porque, sinceramente, não sei o que esperar. É sempre, esperar.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Percepção
Percebi que vivo a vida intensamente para amenizar a dor que eu sinto pela falta do meu pai. E, para aproveitar cada minuto ao lado dos que amo.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Pedido
Às vezes, desmorono.
Às vezes, adormeço.
Sinto um cansaço no corpo, na alma, no peito.
Desse que não se controla.
Que, quando se vê, já está.
Que é apenas o corpo pedindo pra alma um pouco de silêncio.
Silêncio pra ouvir apenas a sua voz.
“Me dê outro ritmo, pare um segundo, só um segundo”.
E eu, numa noite longa de domingo, adormeço.
Às vezes, adormeço.
Sinto um cansaço no corpo, na alma, no peito.
Desse que não se controla.
Que, quando se vê, já está.
Que é apenas o corpo pedindo pra alma um pouco de silêncio.
Silêncio pra ouvir apenas a sua voz.
“Me dê outro ritmo, pare um segundo, só um segundo”.
E eu, numa noite longa de domingo, adormeço.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Espera
Espera é angústia, é dor, é frio no peito.
Espera é saudade, é uma forma de amor.
Espera é bem.
É sabor, é vigor.
Espera é ausência, é presença.
Espera é paz, é eternidade.
Espera é você me batendo à porta:
amor, cheguei. Não me espere mais.
Espera é saudade, é uma forma de amor.
Espera é bem.
É sabor, é vigor.
Espera é ausência, é presença.
Espera é paz, é eternidade.
Espera é você me batendo à porta:
amor, cheguei. Não me espere mais.
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