Quis o destino nos dar uma chance de amar.
E jogou luz num pontinho ainda escuro do amor.
Uma luz intensa, que clareou verdades não ditas, dores.
Uma luz forte que revelou fraquezas.
Dualidade.
Uma luz densa, que trouxe um pedido de ajuda.
Desejo de amar. De saber amar.
De se deixar amar.
Uma clareza insana.
Clareza de alívio.
Agora somos um. Verdadeiramente um.
Sem sombras, sem pesos.
Ainda sofrendo lembranças.
Lembranças de dor.
Que resgataram o amor.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Aprendendo a voar
Estou aprendendo a voar.
Descobri isso dia desses.
Voar pra longe de coisas ruins.
De pensamentos insanos.
Pra perto de coisas singelas.
Pra perto de mim e dos meus.
Cada batida de asas revela um novo momento.
Cada novo ar que respiro, recomeço.
Às vezes alto e destemido vôo.
Outras vezes leve, plainando nas descobertas.
Sempre buscando.
Descobri isso dia desses.
Voar pra longe de coisas ruins.
De pensamentos insanos.
Pra perto de coisas singelas.
Pra perto de mim e dos meus.
Cada batida de asas revela um novo momento.
Cada novo ar que respiro, recomeço.
Às vezes alto e destemido vôo.
Outras vezes leve, plainando nas descobertas.
Sempre buscando.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Outra voz
A chuva cai lá fora,
Aqui dentro, um temporal de sentimentos.
Aumento o som de uma música qualquer,
pra ouvir cada vez menos a minha voz interior.
Voz que grita, que insiste,
que quer dizer algo que não quero ouvir.
Voz que sussurra, que cuida, que alerta.
Voz que é minha e de mais ninguém.
Voz que não posso escutar.
Aumento mais.
Escuto menos.
Um misto desordenado de emoções.
Escrevo rápido, cada vez mais rápido.
Penso menos, cada vez menos, nessas angústias e aflições,
que insistem em povoar minha mente,
que insistem em dizer algo.
Algo que não quero ouvir.
Ouve essa voz, menina!
Aquieta teu coração, mulher!
Toma teu rumo.
Muda de vez.
Sai desse lugar comum, desses pensamentos repetidos,
que até hoje te trouxeram até aqui.
E que não precisam mais permanecer.
Ouve outra voz.
Aqui dentro, um temporal de sentimentos.
Aumento o som de uma música qualquer,
pra ouvir cada vez menos a minha voz interior.
Voz que grita, que insiste,
que quer dizer algo que não quero ouvir.
Voz que sussurra, que cuida, que alerta.
Voz que é minha e de mais ninguém.
Voz que não posso escutar.
Aumento mais.
Escuto menos.
Um misto desordenado de emoções.
Escrevo rápido, cada vez mais rápido.
Penso menos, cada vez menos, nessas angústias e aflições,
que insistem em povoar minha mente,
que insistem em dizer algo.
Algo que não quero ouvir.
Ouve essa voz, menina!
Aquieta teu coração, mulher!
Toma teu rumo.
Muda de vez.
Sai desse lugar comum, desses pensamentos repetidos,
que até hoje te trouxeram até aqui.
E que não precisam mais permanecer.
Ouve outra voz.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Céu de inverno
Céu de inverno. Com cara de verão.
Azul, azul, o sol imponente, se fazendo chegar mais perto,
aquecendo nossos corações.
Sexta-feira.
Dia de fim de semana.
Dia de início de fim de semana.
Dia bom.
Bom pra finalizar as coisas e pra começar novas.
Bom pra relaxar, pra distrair.
Sensação de dever cumprido.
Sensação de descanso. De alegria.
Sensação de recomeço.
De começo de um novo tempo.
Um tempo mais feliz.
Como esse céu de inverno, nessa sexta-feira.
Límpido, intenso,
claro, quente.
Céu de esperança.
Céu de vida.
Azul, azul, o sol imponente, se fazendo chegar mais perto,
aquecendo nossos corações.
Sexta-feira.
Dia de fim de semana.
Dia de início de fim de semana.
Dia bom.
Bom pra finalizar as coisas e pra começar novas.
Bom pra relaxar, pra distrair.
Sensação de dever cumprido.
Sensação de descanso. De alegria.
Sensação de recomeço.
De começo de um novo tempo.
Um tempo mais feliz.
Como esse céu de inverno, nessa sexta-feira.
Límpido, intenso,
claro, quente.
Céu de esperança.
Céu de vida.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Aos poucos
Aos poucos, vou percebendo que a vida leve.
Que a vida é doce.
Que momentos felizes são mesmo eternizados.
Em memórias, em canções, em sorrisinhos bobos
que se repetem a cada lembrança do vivido.
Aos poucos, vou percebendo que vale a pena ser leve.
Que vale a pena ser doce.
Que vale a pena viver momentos felizes.
Que vale a pena eternizar canções,
que vale a pena construir memórias.
E, ainda aos poucos, vou me soltando,
aumentando os sorrisos, sorrindo de mim mesma.
Sorrindo pra vida, sorrindo pras histórias.
Sorrindo das memórias, sorrindo pro futuro.
Que a vida é doce.
Que momentos felizes são mesmo eternizados.
Em memórias, em canções, em sorrisinhos bobos
que se repetem a cada lembrança do vivido.
Aos poucos, vou percebendo que vale a pena ser leve.
Que vale a pena ser doce.
Que vale a pena viver momentos felizes.
Que vale a pena eternizar canções,
que vale a pena construir memórias.
E, ainda aos poucos, vou me soltando,
aumentando os sorrisos, sorrindo de mim mesma.
Sorrindo pra vida, sorrindo pras histórias.
Sorrindo das memórias, sorrindo pro futuro.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Queria que amar fosse certeza
Queria que amar fosse certeza.
De segurança. De carinho, de aconchego.
Certeza de sorriso, de colo, de afago.
Certeza de viver, de sonhar, de ter.
Certeza de desejo, de cumplicidade.
Certeza de olhar, de ver e enxergar.
Certeza de sentir.
Certeza de tocar, de trocar.
Queria que amar não fosse incerteza.
Incerteza de estar, de ficar.
Incerteza de durar.
De segurança. De carinho, de aconchego.
Certeza de sorriso, de colo, de afago.
Certeza de viver, de sonhar, de ter.
Certeza de desejo, de cumplicidade.
Certeza de olhar, de ver e enxergar.
Certeza de sentir.
Certeza de tocar, de trocar.
Queria que amar não fosse incerteza.
Incerteza de estar, de ficar.
Incerteza de durar.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Eu mesma
Nem tudo a gente fala.
Muito a gente só sente.
Passei um bom tempo do dia de hoje pensando.
No gerúndio mesmo.
Pensamentos que se alternavam numa dança contínua.
Embalada por eles, liguei o som.
E materializei a dança.
Dancei com a alma.
Olhos fechados, sentindo cada batida.
Meu corpo se mexia numa onda sensual.
De entrega.
Entrega a mim mesma, ao meu momento.
Ao meu corpo e à minha alma.
Percebi-me mulher.
Livre. Solta.
Percebi que posso ser assim.
Eu mesma.
Liberta.
Me entreguei mais àquele momento.
Lembranças chegavam de longe. De perto.
Seu rosto apareceu.
Ainda me vejo muito ligada a você.
Estou conseguindo enxergar que não somos um.
Que somos, antes, cada um. Em si.
Em sua individualidade.
E cada vez mais fortes separadamente.
Para nos entregarmos ao nosso "ser um".
Muito a gente só sente.
Passei um bom tempo do dia de hoje pensando.
No gerúndio mesmo.
Pensamentos que se alternavam numa dança contínua.
Embalada por eles, liguei o som.
E materializei a dança.
Dancei com a alma.
Olhos fechados, sentindo cada batida.
Meu corpo se mexia numa onda sensual.
De entrega.
Entrega a mim mesma, ao meu momento.
Ao meu corpo e à minha alma.
Percebi-me mulher.
Livre. Solta.
Percebi que posso ser assim.
Eu mesma.
Liberta.
Me entreguei mais àquele momento.
Lembranças chegavam de longe. De perto.
Seu rosto apareceu.
Ainda me vejo muito ligada a você.
Estou conseguindo enxergar que não somos um.
Que somos, antes, cada um. Em si.
Em sua individualidade.
E cada vez mais fortes separadamente.
Para nos entregarmos ao nosso "ser um".
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