Ele vai ficando cada vez mais distante.
Lembrar dele é longe.
É vazio na alma.
Pego o porta-retrato, aperto contra o peito.
Balanço, grito, "vive, pai"!
Quem dera desse certo.
Só um retrato, um pedaço de papel.
Que tantas lembranças carrega.
Eu carrego.
Nada adianta.
Ele se foi.
Cada vez a distância é maior.
Lembrar não conforta.
Só aperta a dor.
Eu sabia que seria assim.
Mais cedo ou mais tarde.
Queria que fosse nunca.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
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2 comentários:
olá, estava vendo uns blogs, pois estamos montando um sobre relacionamentos, encontrei o seu e ao ler os posts e saber da partida de teu pai e da sua saudade , me vi nestas frases, perdi meu pai dia 17 de julho e é exatamente como retratas que me sinto. De uma sensibilidade extrema suas palavras, me vi nelas, tb me sinto assim, meu pai tb é um ser muito especial em minha vida. Muito lindo, parabéns!!!!
Ruth, realmente, só quem sofre uma perda dessa sabe como é. Não tem consolo no mundo! Só lembranças mesmo.
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