Aos poucos vou aprendendo a confiar.
É certo que nem sempre consigo.
Não são poucas as vezes em que histórias antigas reviram meus pensamentos.
Isso dói.
Faz ficar mais difícil a entrega.
Doce dilema.
Sempre pensei que me entregava demais.
Vivo nessa corda bamba.
Ora me entrego, ora recuo.
Vivo momentos intensos, felizes, alguns, até, memoráveis.
Dos dois lados.
Se eu parar pra contar as voltas que o pensamento dá... nem posso!
Voltas demais.
Quisera eu que essa voltas fossem todas coloridas,
uma ciranda de emoções boas.
Em alguns momentos, dor demais.
Como se ficasse absorta numa viagem alucinada,
vivendo cada momento ilusório, cada vertigem.
O passado fica mais perto e o futuro, cada vez mais distante.
Confuso.
Mas, sempre paro. E volto à lucidez.
Volto à vida nossa de cada dia.
Volto às verdades, absolutas ou não.
E, aí, me entrego de novo.
Porque a entrega ao real ainda compensa.
Compensa a dor de um pensamento irreal.
E faz a vida valer a pena.
Porque a alma, ah, essa alma não é pequena!
domingo, 4 de maio de 2008
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Um comentário:
Sim, mas ao se identificar vc acaba por se responsabilizar e dar vida ao que escreve. Achei bacana seu blog e suas dúvidas. Um abraço: Bianca
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