domingo, 4 de maio de 2008

Marina

Era sexta-feira quando conversávamos sobre o nome do peixe.
Na segunda, pela manhã, fui cumprir minha rotina maternal.
Cheguei ao aquário, ainda sonolenta, quando tive uma surpresa:
o nosso peixe - que, graças a Deus não se chamou Gilberto - não estava mais sozinho. Estava acompanhado de 18 peixinhos. Fiquei pasma.
Logo deduzi que nossa peixinha - definitivamente uma peixinha - já estava grávida quando chegou aqui.
Grávida sim. Igual gente.
Agora ela se chama Marina. Meu filho que escolheu.
"Pode ser nome de gente mesmo, mamãe. Eu só não tinha gostado de Gilberto."
Acho que ele entendeu o sentido.
E, completou, com uma inteligência ímpar:
"agora, os outros, vamos chamar de 1, 2, 3, 4, até 18, né, mamãe?!"
Naquele momento, eu era mais mãe-peixe do que nunca.
Mais orgulhosa do que nunca.

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