quarta-feira, 12 de maio de 2010

Autodefinição

Poucos veem a tempestade interna.
A maioria conhece a calmaria.
Você escolhe ficar com a primeira ou com a segunda opção.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Por fora e por dentro

Escolhi o momento de ser mãe.
Escolhi o Lucas. E ele me escolheu.
Somos iguais.
Por fora e por dentro.
Com todas as manhas e artimanhas.
Somos dois, somos um.
Qualquer dia desses, fato, seremos mais dois do que um.
Fisicamente.
Porque a vida segue seu rumo.
Mas, nesse mesmo dia, seremos tão um, tão um!
Cada vez mais unidos, exatamente pela liberdade que haveremos de nos dar.

sábado, 1 de maio de 2010

Simples assim

Não me importo em incomodar você.
Sei que mexi com a sua vida e que tenho feito você pensar.
Você sabe. E dá pistas a cada dia.

Fico feliz em fazer parte disso.

Mas, me importarei se você me incomodar.
Porque não sou dona dessa situação.
Mas, sou dona de mim e de minhas palavras e gestos.

Ponto de vista

Dedique-se a inovar cada vez mais o seu dia a dia,
a viver intensamente e a amar todas as coisas.
E sua vida será um conto de fadas.
Visto sempre pelo ângulo dos mocinhos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Movimento natural

Amanhece.
E o sol lá fora esquenta o meu peito.
Céu de outono.
Tempo de trocar as vestes internas.
De preparar para florescer de novo.
O Criador é sábio.
E nós, criaturas, também o seremos.
Se acompanharmos o movimento.
E deixar brotar, cuidar, colher.
E plantar novamente.

domingo, 25 de abril de 2010

Coisinha munitinha

Entre uma lágrima e outra, sorrio pra você.
Gosto de lembrar de você.
Gosto de lembrar de nós dois.
Não queria ter tido tempo pra te amar mais.
Não lamento.
Amei. E muito.
Desde pequena, cantei pra você:
"ô coisinha, tão munitinha do pai".
E, hoje, escrevo pra você.
Textos que nunca vai ler.
Mas que, prometo, quando te vir de novo, contarei, um a um, só pra você.

Com o Atari foi assim

Tive caxumba.
Aos nove anos, se não me engano.
Tinha que repousar pra doença não descer, é o que diziam.
E ele cuidou de mim.
Sempre cuidou.
Como não podia ir à aula,
me revezava entre o meu quarto e a sala de trelevisão.
E, numa dessas incansáveis e longas tardes,
ele me surpreendeu, mais uma vez.
Ao chegar do trabalho, disse:
"filha, vai lá no carro pra buscar minha jaqueta que esqueci.
Mas, vá devagar, hein?".
Eu obedeci, mais uma vez.
Pensei: se ele pediu deve ser porque está cansado
e isso não vai me fazer mal.
E fui, pensando estar apenas agradando o meu pai.
Quando levantei a jaqueta, meu Atari estava lá.
Eu tinha pedido, havia um tempo e, confesso, já tinha até me esquecido.
Ele não esqueceu.
E, pra alegrar as minhas tardes e
me fazer recuperar mais rápido, trouxe pra mim de surpresa.
E, como sempre, me presenteou duas vezes.
Porque a vida pra ele tinha esse toque especial.