O dia amanheceu calmo, não claro.
Ao longe, percebia um lindo azul, entre as nuvens que, insistentes,
apareciam mais do que ele.
Brigonas. São fortes. São densas.
Sobressaem mesmo.
E o azul, de tímido, sumiu.
A tarde caiu e o cinza se firmou.
De tão densas - tensas, eu diria - esboçaram emoção.
Armaram-se. Quase choraram.
Pararam. Deram corpo ao céu, hoje, nada estrelado.
A noite chega. Cinza, não negra.
A lua, seguramente, perderá seu espaço.
Estrelas, só amanhã.
Num dia sem cor, sem brilho lá fora, escrevo às nuvens, estrelas, por ora:
"Desarmem-se, chorem, lavem as almas! As suas e as nossas".
sábado, 3 de abril de 2010
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