quarta-feira, 16 de abril de 2008

Delicadezas da hora do almoço

Era hora do almoço.
Estava trabalhando e, de repente, a campainha tocou.
No fundo, no fundo, eu já sabia. Era ele.
De surpresa. Surpresa boa.
Com um abraço apertado o recebi.
E ele, sussurrando ao meu ouvido, apertando ainda mais o meu corpo contra o seu, dizia que a saudade tinha apertado, que ele veio caminhando, caminhando e que, de repente, estava aqui. E disse ainda que veio também para ter certeza de que eu almoçaria bem. E na hora certa.

Cuidado duplo.

Ficamos ali, no sofá, 40 minutos, trocando carinhos de gestos e de palavras.
Antes de ir embora, já na porta, ele ainda deixou outro presente.

- Quer uma bala pra adoçar a sua tarde de trabalho? - disse eu.

- Quero não. Eu já tenho a bala mais gostosa do mundo. E não é a mais gostosa só pelo gosto, mas, porque você me deu com tanto carinho. Sabe que eu até estou com dó de comer? Pra não acabar logo.

Vi essa bala, despretensiosamente, no caixa do supermercado.
Me chamou a atenção a embalagem, uma caixinha em forma de coração.
Nem sabia o gosto.
Ele provou e amou. Fala da bala sempre que falamos sobre doces.

E, assim, a gente vai adoçando a vida.

Descobrindo sabores.

Alimentando o amor.

2 comentários:

Nina disse...

Aiiii que romântico!!!

Upalelê! deu até vontade de ir lá na sala, dar um beijo com gosto de chocolate no meu maridão, quer saber, to indo! valeu a dica.bjs querida

te gosto mt viu?!!

http://entremaesefilhas.blig.ig.com.br/

Marsyah disse...

Ai que lindo !!!

Quase fiquei com inveja (inveja branca, claro!).

Lindo o seu blog! Parabéns.