quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ser dual

Dia desses, descobri que todo ser humano é dual.

Parece óbvio: mau e bom humor, dormir e acordar, doce e salgado, feliz e triste.
Enfim, vivemos cercados de dois lados.
E somos uma única moeda.
Uma moeda de troca. De compra. E, muitas vezes, de venda.
Mergulhei nessa minha dualidade. Fui fundo mesmo.
E descobri que amo e desamo.
Amo a presença, a ausência sentida que traz a saudade, a querência.
Amo o carinho, a atenção e o respeito.
Desamo a angústia, a insegurança, o desconfiar.
Desamo a incerteza de amar.
E, cada dia que começa doce, alegre, finda num pesar tão doído, tão só.
Tão imerso em pensamentos, ora obscuros, vindos lá do inconsciente.
Ora projetados pelo consciente que pensa o que quer.
Ora ilusões da própria mente.
Mente que cria e recria cenários.
Mente que se deixa levar na incerteza.
Mente que vaga num infinito de possibilidades.
Mente que constrói e destrói.

Dia desses, descobri que sou dual.

E, noite dessas, descobri que nessa dualidade comum e natural, preciso mais é dirigir a mente e explorar as possibilidades de viver, de sonhar e de conquistar.
Por que, se deixar, a mente vaga.
E fica vaga, por aí, divagando.

Um comentário:

Nina disse...

Nossa, eu tbm sou dual...

tomara que isso seja bom né?!
na verdade, agora to mais talvez "trial, quatrial"... por exemplo, depois da tpm sou uno. Só uma, mas antes, ninguém reconhece as mil facetas da mulher milharal...milenal, "milhal"... "nervosal, stressal e chororal"...
mas pra tudo tem sempre um melhoral, não é?

Bjs querida