domingo, 11 de abril de 2010

Pai, meu Astro

Ele escrevia bem. Muito bem.
E eu o perdi ano passado.
Ao chegar em sua casa, naquele dia de luto,
Ao remexer em seus escritos - ele sabia que eu faria isso -
Descobri um bilhete:
"Vocês não começariam sem mim. Seria como nascer o dia sem o brilho do sol".

Ele tinha Astro no nome. Era um Astro. Meu Astro.
E naquele último trocadilho - e ele gostava bem de fazer isso - ele deixou seu recado.

Pai, não começaríamos sem você. Porque sua luz era fundamental.
E é fundamental. Onde estiver, está luz.
Espero vê-lo, não em breve. Mas, espero ter de novo a sua luz por perto.
Enquanto não nos vemos, vá sendo Astro por aí.
Porque eles também não começariam sem você. Eles esperavam sua estreia.

2 comentários:

Gislaine Fernandes disse...

Lindas palavras..isso é uma amor verdadeiro de pai e filha...Esse amor é eterno.
beijos...

Um tema, um poema. Um ponto, um conto. disse...

Realmente, nós nos amávamos muito mesmo. Obrigada pela visita. Volte sempre!