sexta-feira, 7 de março de 2008

Menina-mulher

Me sinto mais inteira. Mais mulher. Talvez, mais madura.

É certo que, às vezes, volto a pensar como criança. A agir como criança.
A lambuzar o meu rosto com brigadeiro de panela.
A pensar em conto de fadas, em príncipe encantado.
A querer que a bruxa nunca venha com aquela maçã.
A tomar banho demorado, brincar com a água, sem pensar em nada.

É certo que, às vezes, volto a pensar como mocinha. A agir como mocinha.
A fazer cena de ciúmes.
A achar que o universo gira ao meu redor.
A provocar outras garotas dizendo: “baba, querida! Ele é meu!”
A passar blush e gloss e badalar.

É certo que, às vezes, penso como mulher. Ajo como mulher.
Mulher que sabe o que quer, que sabe o que faz.
Mulher segura de si, que sabe andar e requebrar.
Mulher que dá um aceno e que sabe recuar.
Mulher que se olha no espelho e se enxerga por dentro.

Me sinto mais inteira. Mais mulher. Talvez, mais madura.
Muito mais segura.

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