quinta-feira, 6 de março de 2008

Partida doída

É um menino lindo. Doce, inteligente.
De uma sagacidade incomum.
Se sente um "menino-moço". Já se acha independente.

E cada ida ao banheiro sem o adorável "mãe, me limpa?" se torna mais uma partida.
Doída partida.

Agora, o vejo na entrada da escola, com sua mochila pesada, seus anseios, seu coração pulsando novos rumos.

O vejo sair de mim, novos desafios, novas conquistas.
Mas, com velhos valores.

Esses que ensinei enquanto ainda o tinha mais perto de mim.
Esses que a gente aprende pequeninho, observando, com carinha surpresa, confusa.
Esses que a gente aprende com mãe. Que a gente aprende com o olhar de mãe.

Esses mesmos que nos trazem pra perto de novo. Pro aconchego.
Pra certeza de que podemos sair porque podemos voltar.

A qualquer hora.

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