Deixei o pensamento correr solto pra ver no que ia dar.
E foi correndo, correndo... E chegou ao amor.
Ah, o amor! Sentimento complexo, confuso, sincero, obscuro.
Sentimento de dois, de três, de mais.
Sentimento de um que ama demais.
Sentimento de outro que ama demais.
Sentimento de um que ama e acha que pode, de qualquer maneira, cercar o outro.
Sentimento de posse e ao mesmo tempo de carência.
Sentimento de entrega e de conquista.
Sentimento de ceder, de doar.
Sentimento de ver, de ter e de não enxergar.
Sentimento que aviva e que mata.
Sentimento saudável e doentio.
Sentimento de vida, de renascimento.
Ah, o amor! Sentimento complexo, confuso, sincero, obscuro.
De quem dá a vida sem nada cobrar.
E que nas voltas da vida se vê esperar.
Pelo amor que cedeu, pelo amor que deu, pelo amor que sofreu.
terça-feira, 11 de março de 2008
sexta-feira, 7 de março de 2008
Menina-mulher
Me sinto mais inteira. Mais mulher. Talvez, mais madura.
É certo que, às vezes, volto a pensar como criança. A agir como criança.
A lambuzar o meu rosto com brigadeiro de panela.
A pensar em conto de fadas, em príncipe encantado.
A querer que a bruxa nunca venha com aquela maçã.
A tomar banho demorado, brincar com a água, sem pensar em nada.
É certo que, às vezes, volto a pensar como mocinha. A agir como mocinha.
A fazer cena de ciúmes.
A achar que o universo gira ao meu redor.
A provocar outras garotas dizendo: “baba, querida! Ele é meu!”
A passar blush e gloss e badalar.
É certo que, às vezes, penso como mulher. Ajo como mulher.
Mulher que sabe o que quer, que sabe o que faz.
Mulher segura de si, que sabe andar e requebrar.
Mulher que dá um aceno e que sabe recuar.
Mulher que se olha no espelho e se enxerga por dentro.
Me sinto mais inteira. Mais mulher. Talvez, mais madura.
Muito mais segura.
É certo que, às vezes, volto a pensar como criança. A agir como criança.
A lambuzar o meu rosto com brigadeiro de panela.
A pensar em conto de fadas, em príncipe encantado.
A querer que a bruxa nunca venha com aquela maçã.
A tomar banho demorado, brincar com a água, sem pensar em nada.
É certo que, às vezes, volto a pensar como mocinha. A agir como mocinha.
A fazer cena de ciúmes.
A achar que o universo gira ao meu redor.
A provocar outras garotas dizendo: “baba, querida! Ele é meu!”
A passar blush e gloss e badalar.
É certo que, às vezes, penso como mulher. Ajo como mulher.
Mulher que sabe o que quer, que sabe o que faz.
Mulher segura de si, que sabe andar e requebrar.
Mulher que dá um aceno e que sabe recuar.
Mulher que se olha no espelho e se enxerga por dentro.
Me sinto mais inteira. Mais mulher. Talvez, mais madura.
Muito mais segura.
quinta-feira, 6 de março de 2008
Um amor tranquilo
Eu quero um amor tranquilo. Um amor calmo, que sorri, que se alegra.
Eu quero deitar e dormir. Quero uma cama bem-feita, um lençol de algodão, um travesseiro de plumas, um pijama quentinho.
E quero seu cheiro ao meu lado. Quero dormir nos seus braços, enlaçada em você.
Eu quero acordar e sorrir. E velar o seu sono infantil, o seu sono manso, o seu sono de homem.
Homem que me ama, que me cuida, que me faz sorrir.
Que me olha, me beija, me abraça, me mordisca, me quer.
Que me quer ao seu lado. Que me quer mulher.
Mulher que cuida, que compartilha, que ama.
Mulher delicada, mulher alegre, mulher dengosa.
Mulher que sabe ser forte, e que, por vezes, é fraca.
Mulher que tem sentimento, que tem dores e amores. Mulher que tem seu lugar.
Lugar que ocupa ao seu lado. Lugar que se faz ocupar. Lugar de amor e carinho.
De trato bom, de cumplicidade.
Cumplicidade de viver. Um amor tranquilo, um amor cortês, uma amor amado.
Eu quero esse amor tranquilo. Quero seu amor tranquilo e ser seu amor tranquilo.
Eu quero deitar e dormir. Quero uma cama bem-feita, um lençol de algodão, um travesseiro de plumas, um pijama quentinho.
E quero seu cheiro ao meu lado. Quero dormir nos seus braços, enlaçada em você.
Eu quero acordar e sorrir. E velar o seu sono infantil, o seu sono manso, o seu sono de homem.
Homem que me ama, que me cuida, que me faz sorrir.
Que me olha, me beija, me abraça, me mordisca, me quer.
Que me quer ao seu lado. Que me quer mulher.
Mulher que cuida, que compartilha, que ama.
Mulher delicada, mulher alegre, mulher dengosa.
Mulher que sabe ser forte, e que, por vezes, é fraca.
Mulher que tem sentimento, que tem dores e amores. Mulher que tem seu lugar.
Lugar que ocupa ao seu lado. Lugar que se faz ocupar. Lugar de amor e carinho.
De trato bom, de cumplicidade.
Cumplicidade de viver. Um amor tranquilo, um amor cortês, uma amor amado.
Eu quero esse amor tranquilo. Quero seu amor tranquilo e ser seu amor tranquilo.
Partida doída
É um menino lindo. Doce, inteligente.
De uma sagacidade incomum.
Se sente um "menino-moço". Já se acha independente.
E cada ida ao banheiro sem o adorável "mãe, me limpa?" se torna mais uma partida.
Doída partida.
Agora, o vejo na entrada da escola, com sua mochila pesada, seus anseios, seu coração pulsando novos rumos.
O vejo sair de mim, novos desafios, novas conquistas.
Mas, com velhos valores.
Esses que ensinei enquanto ainda o tinha mais perto de mim.
Esses que a gente aprende pequeninho, observando, com carinha surpresa, confusa.
Esses que a gente aprende com mãe. Que a gente aprende com o olhar de mãe.
Esses mesmos que nos trazem pra perto de novo. Pro aconchego.
Pra certeza de que podemos sair porque podemos voltar.
A qualquer hora.
De uma sagacidade incomum.
Se sente um "menino-moço". Já se acha independente.
E cada ida ao banheiro sem o adorável "mãe, me limpa?" se torna mais uma partida.
Doída partida.
Agora, o vejo na entrada da escola, com sua mochila pesada, seus anseios, seu coração pulsando novos rumos.
O vejo sair de mim, novos desafios, novas conquistas.
Mas, com velhos valores.
Esses que ensinei enquanto ainda o tinha mais perto de mim.
Esses que a gente aprende pequeninho, observando, com carinha surpresa, confusa.
Esses que a gente aprende com mãe. Que a gente aprende com o olhar de mãe.
Esses mesmos que nos trazem pra perto de novo. Pro aconchego.
Pra certeza de que podemos sair porque podemos voltar.
A qualquer hora.
quarta-feira, 5 de março de 2008
Num coletivo
Eram pouco mais de oito da manhã. Peguei um coletivo.
Mal acabara de entrar e pedi uma informação ao cobrador.
Muito indócil, me respondeu com monossílabos, com um humor
de quem não se alimentava há dias. Eu tive a minha resposta.
Sentei-me.
Minutos depois, um pedacinho de engarrafamento e, mais uma vez, nosso amigo - que havia dormido de calças - murmurava: "O trânsito está péssimo. Tudo engarrafado.".
E não foram mais que dois minutos parados ali, naquele “trânsito péssimo".
Pensei comigo (se é que tem jeito da gente pensar "sem-migo"): o que faz um sujeito ter tanto mau-humor antes das nove da manhã?
Aquietei-me.
E repensei: para mim, são pouco mais de oito horas. Para ele, são muito mais que oito horas da manhã. O sol já raiava há tempos e a labuta já era intensa.
Tem coisas que a gente percebe na vida. Tem coisas que a gente percebe num coletivo. Na relatividade do tempo, cada um suporta uma dor, um humor, um amor.
Mal acabara de entrar e pedi uma informação ao cobrador.
Muito indócil, me respondeu com monossílabos, com um humor
de quem não se alimentava há dias. Eu tive a minha resposta.
Sentei-me.
Minutos depois, um pedacinho de engarrafamento e, mais uma vez, nosso amigo - que havia dormido de calças - murmurava: "O trânsito está péssimo. Tudo engarrafado.".
E não foram mais que dois minutos parados ali, naquele “trânsito péssimo".
Pensei comigo (se é que tem jeito da gente pensar "sem-migo"): o que faz um sujeito ter tanto mau-humor antes das nove da manhã?
Aquietei-me.
E repensei: para mim, são pouco mais de oito horas. Para ele, são muito mais que oito horas da manhã. O sol já raiava há tempos e a labuta já era intensa.
Tem coisas que a gente percebe na vida. Tem coisas que a gente percebe num coletivo. Na relatividade do tempo, cada um suporta uma dor, um humor, um amor.
terça-feira, 4 de março de 2008
Uma camisa alva
- "Vou lavar a camisa pra você não se molhar em água fria."
- "Não precisa. Faço isso rapidinho."
- "Fica tranqüila. Fica quietinha, deitada e deixa comigo. Essa camisa nunca será tão bem lavada."
E não é que a camisa lavou, alva ficou. Com jeito, com cuidado, com zelo. Beirava a perfeição. Como tudo o que faz.
E no olhar e nos gestos tinha o mesmo cuidado. Aquele mesmo que zelava por mim naquela noite de resfriado.
Aquele mesmo que zela por mim em cada raiar de dia, em cada "Bom dia, Flor do dia!".
- "Não precisa. Faço isso rapidinho."
- "Fica tranqüila. Fica quietinha, deitada e deixa comigo. Essa camisa nunca será tão bem lavada."
E não é que a camisa lavou, alva ficou. Com jeito, com cuidado, com zelo. Beirava a perfeição. Como tudo o que faz.
E no olhar e nos gestos tinha o mesmo cuidado. Aquele mesmo que zelava por mim naquela noite de resfriado.
Aquele mesmo que zela por mim em cada raiar de dia, em cada "Bom dia, Flor do dia!".
De amar
A gente ama. Desama. Pensa que ama. E ama de novo.
Às vezes, uma insegurança de amar faz pensar o amor.
Faz trair o próprio coração, faz sair de si, não ser fiel, esconder o sentimento.
Puro medo de amar demais. Medo de sentir demais.
Medo de viver sozinho um amor que é melhor de dois. De par.
De dormir, de acordar.
E o coração caminha por caminhos tortos, às vezes escuros.
Medroso, caído. Coitado!
Devia mesmo era viver o amor. A simplicidade de olhar, de brilhar, de chegar, de encostar.
De trocar. De "carinhar". De dizer segredos e escutá-los em mesmo tom.
De viver de amar. De viver. De amar.
Às vezes, uma insegurança de amar faz pensar o amor.
Faz trair o próprio coração, faz sair de si, não ser fiel, esconder o sentimento.
Puro medo de amar demais. Medo de sentir demais.
Medo de viver sozinho um amor que é melhor de dois. De par.
De dormir, de acordar.
E o coração caminha por caminhos tortos, às vezes escuros.
Medroso, caído. Coitado!
Devia mesmo era viver o amor. A simplicidade de olhar, de brilhar, de chegar, de encostar.
De trocar. De "carinhar". De dizer segredos e escutá-los em mesmo tom.
De viver de amar. De viver. De amar.
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